Hq's sobre profissões normais, ou nem tanto!

HQ
12 de janeiro de 2017
Tentei achar uma imagem que representasse, mas não resisti a essa. (Olha o Superman de carteiro kkk)

Seguinte, pensando em um tema para a postagem desta semana (sim, tentarei postar uma toda semana, TENTAREI), eu estava pensando em temas que mesclassem o mundo comum das HQS, para não começarmos a falar de quadrinhos assim sem termos nenhuma intimidade ( ͡° ͜ʖ ͡°) ou familiaridade com o tema, então eu pensei, junto com a ideia de nossa líder suprema, Gabbi, que havia pensando em séries com o mesmo tema, “Por que não (WHY NOT) falar sobre HQs que abordam sobre profissões normais, comuns que possam causar identificação com o público?". E após esse pensamento comecei a pesquisar alguns quadrinhos que entram nesse tópico, e aqui eu separei quatro que envolviam profissões. (Mas lembre-se por mais fiel que seja, ainda são histórias ficcionais, ainda tem toda uma dramaticidade que foge da realidade, então se inspirem, se divirtam mas não se iludam).

1° Demolidor – Fim dos Dias – MARVEL

Demolidor – Fim dos dias, é uma HQ (obviamente) do Demolidor que foi lançada em 2013. A história é o seguinte: ele morreu! E isso não é spoiler, porque ele começa a história já morto, e o rei do crime (que é o vilão supremo) também já foi dessa para melhor, e tem muitos mistérios que rodeiam essas mortes, então o jornalista investigativo do Clarim Diário, Ben Urich, sim, o mesmo jornal para qual o Homem-Aranha trabalha, resolve investigar essas mortes, para saber o que aconteceu, quem matou? Como? E por quê? E para você que sonha em ser jornalista, essa HQ é excelente, porque mostra a jornada de uma investigação jornalística, não policial, que são bem diferentes, mostra como conectar fatos, como arranjar pistas, como pensar, e com quem aprender se não com o melhor jornalista da Marvel? Então, para você que viu a série do Demolidor na Netflix e gostou do personagem do Ben Urich, e quer conhecer mais, tanto do personagem quanto da profissão, eis aqui minha dica!

2° Demolidor – Redenção – MARVEL

Sim, pessoas, Demolidor está de volta, mas agora vivo. Graças a série da Netflix, que é excelente, (eu recomendo para quem quiser conhecer o herói e não tem paciência para ler várias HQ’s), o Demolidor se tornou bem conhecido, devido a sua peculiaridade de ser um herói cego, mas o que muitas pessoas esquecem é que antes disso, ele é um advogado formado pela Faculdade de Columbia, Nova York, e é isso que essa HQ mostra.

O quadrinho Demolidor -  Redenção, lançado em 2001, conta um caso em que o advogado Matt Murdock, precisa defender um adolescente acusado de praticar ocultismo. Ele em pequenas partes faz suas aparições na HQ como o herói, mas na maioria ele está lidando com a pressão da população que o rejeita por achar que ele está defendendo um satanista, e também com toda a pressão de provar a inocência do garoto. Para você que quer ser advogado, recomendo essa!

3° Era dos Répteis – DARK HORSE


Agora, vamos para uma HQ bem peculiar pra você que quer ser paleontólogo (que também é uma profissão bem peculiar).

Era dos Répteis, da Dark Horse, (uma editora muito boa porém pouco conhecida, em outro post eu falo sobre isso), lançada em 1993, é uma HQ excelente, onde não há heróis, ou anti-heróis, ou vigilantes. Nem falas há nessa HQ! Por quê? Por que ela simplesmente conta o cotidiano, violento e sangrento dos dinossauros da Era Mesozoica. Sem diálogos, ou expressões exageradas a HQ conta uma história, que segue personagens, mas somente mostrando como eles realmente agiam, esse quadrinho é uma dica para você que se interessa pela carreira, mas também por você que se interessa por dinossauros, afinal, é sempre legal ver dinossauros lutando!

4° Batman – DPGC – DC COMICS
                                                                                                

Agora passamos para última.

Você! Que gosta do Batman, vê os filmes e pensa: “Meu deus, creiemdeuspai, que cidade violenta, como será que a polícia lida quando Batman não pode? ”, e eu vos lhes trago a resposta com Batman – DPGC, lançada em 1996, em que conta mais sobre o Departamento de Polícia de Gotham City, mostrando os casos que eles resolvem sem o Batman, mostrando o cotidiano de um departamento policial “normal” (afinal em Gotham nada é normal), o relacionamento de policiais mal-humorados, os de bem, os violentos, os pacíficos, mostrando como exercer seu distintivo dando prioridade a justiça, independente se é bandido normal ou fantasiado.

Então espero que tenham gostado, se quiserem eu publico uma segunda parte, sem problema nenhum, comentem, se inscrevam, compartilhem, e obrigado pela leitura!
Ps.: Se não achar onde ler essas HQs, toma esse link, tem todas: http://hqultimate.com/ (não, isso não é merchan)

Nathan Oliveira,
Até o próximo post show!


Os quadrinhos enjoaram! Mas por quê?!

HQ
05 de janeiro de 2017
O mundo nerd nos últimos anos tem crescido muito em seu número de adeptos em relação, por exemplo aos anos 90, antes da explosão da produção de filmes e séries nerds. E o número atual desse gênero vem muito dessa nova leva de fãs, pessoas comuns que não eram consumidores regulares desse conteúdo, mas que vem aderindo a esse estilo graças as produções já citadas, e que aparentemente vem agradando muito esse público. Mas e o público nerd “old school”, que sempre esperou por essas produções, que sempre quis ver seus personagens nas telas, o que vem acontecendo com eles?

Hoje em dia devido as produções os quadrinhos se tornaram algo muito popular entre o público geral, sendo cada vez mais conhecidos e vendidos, para as empresas isso é bom, por que é lucrativo, mas para esses nerds “old school” isso não é tão bom. 

É de conhecimento quase geral que o grupo “social” dos nerds sempre foi um grupo muito fechado e seleto, onde só quem realmente era nerd entrava no grupo, isso devido ao fato de serem também um grupo bem excluído por causa de seus gostos, então a indústria que fornecia o material para esse seleto grupo, focava somente neles e não no grande público que não consumia esse conteúdo, o que era muito bom para os nerds. Com a popularizam desses temas, que segundo alguns estudiosos se deve a popularização da série “The Big Bang Theory”, que trata do assunto nerd de uma forma bem “pop”, a indústria viu que o público geral também poderia se tornar seu público alvo, e isso foi ruim para os nerds.



Atualmente muitos leitores assíduos de quadrinhos tem parado sua leitura, e eu venho me perguntado do por quê, e após conversar com alguns leitores eu cheguei a conclusão ao qual eu dei a introdução a cima. Os quadrinhos sempre foram destinados a um público especifico, com piadas mais “intelectuais”, construção de personagens que agrade o público e alvo e etc; hoje em dia com os quadrinhos sendo mais adeptos ao grande público tem diversificado isso, com designs que agradem mais os fãs atuais, piadas mais “pop’s” e uma narrativa até um pouco mais simples e isso que vem desagradando o público quem sempre consumiu o produto.

Essas mudanças que vem desagradando os antigos leitores, não são mudanças leves como somente design de personagens (algo que também desagrada muito), mas são mudanças como, etnia de personagens, sexualidade, passado e até mesmo habilidades, as vezes mudanças que ignoram completamente anos e anos de desenvolvimento do personagem, isso somente para que agrade o grande público, personagens brancos se tornam negros, negros se tornam brancos, heterose se tornam gays, machões se tornam modelos, e isso é algo que incomoda os leitores que acompanham os personagens a muito tempo.

E esclarecendo que nós nerds não temos nada contra tais etnias e sexualidades, não nos importamos que tenham personagens gays ou negros, até adoramos por que mostra realmente a diversidade do nosso mundo nos quadrinhos, não gostamos que mudem um personagem já existente, que tem histórico e personalidade já estabelecidos somente para agradar os novos fãs, ignorando totalmente os antigos.

Enfim, um exemplo disso, seria o que a editora Marvel vem fazendo em suas atuais HQ’s, onde eles estão adaptando a maioria de seu universo cinematográfico para as HQ’s, ou seja, da tela para os quadrinhos, isso por que a Marvel detém o monopólio de filme de super-heróis, e que agrada o grande público, mudando até mesmo a sexualidade de personagens consagrados como homem de gelo dos X-men, que do dia para a noite virou gay. Essas mudanças que tentam agradar a todos os grupos sociais e étnicos podem funcionar para alguns, mas não para todos, a indústria vem focando muito nos novos fãs e esquecendo os antigos e isso é muito ruim, por que são os antigos que trouxeram a ascensão do gênero, que fez com que viessem para as telas, esquecer origem do personagem é como esquecer a história do gênero de quadrinhos.

Sim, os tempos mudam, e mudanças são necessárias, mas o que custa criar novos personagens? O que custa não mudar tudo, como por exemplo no ano passado que a Marvel criou uma nova ”Homem de ferro”, batizada de “coração de ferro”, em que é uma mulher, de 15 anos, negra, mudaram algum personagem? Não! Evoluíram, acrescentaram a mitologia do personagem, ou a DC comics, que vem fazendo um ótimo trabalho na sua nova fase, batizada de “Rebirth” que vem reinventando os personagens e criando novos, sem alterar grandes coisas.




Não queremos parar de ler os quadrinhos que tanto amamos, queremos é ler cada vez mais, mas se eles mudarem tudo o que gostamos, ignorando totalmente tudo que nos fez gostar isso dificulta; sim, quadrinhos são uma mídia forte, e precisa de representatividade, então criem novos personagens, tentem agradar, isso é bom, mas não forcem, não destrua antigos para criarem novos, unam os antigos e os novos, aí sim vocês agradaram a todos.

Nathan Oliveira,
Até a próxima!


Paz e Verdade e nada disso

HQ

Semana passada, o feedback disse: "Legal, não conhecia. Quero conhecer mais". Decidi, então, catequizar sobre essa personagem tão forte em nosso imaginário. Se eu disser que existe uma trindade na DC Comics, que existem três personagens que representam o ideal de heroísmo, provavelmente você pensará  no Batman, na Mulher Maravilha e no Superman. O Escoteiro Azulão e o Morcego foram muuuuuuito explorados nas mídias fora dos quadrinhos como o cinema e a TV, mas Diana não alcançou nada fora os desenhos e a incrível(sarcasmo) série de 75.

Em algumas versões ela é um semideusa, filha de Zeus e Hipólita, a rainha das amazonas. Nas mais antigas, ela foi esculpida no barro por Hipólita. Na ilha de Themyscira, ela é Diana, amada princesa das amazonas, um talento notável nas artes da guerra. No Mundo Patriarcal (traduzindo do amazonês: todo o resto do mundo fora da amada e pacífica lha Paraíso) ela é a Mulher Maravilha, radiante embaixadora da ilha das amazonas, guerreira protetora da paz e da verdade, a força feminina encarnada.

Suas intervenções, geralmente políticas, em situações de guerra ou revolta, frequentemente a fazem questionar-se sobre seus métodos de alcançar a democracia, ou seja, a vontade de um povo. Diana valoriza o controle da situação, e o mantem da forma que for necessária na situação, mesmo que isso signifique matar o problema.

Em sua luta por justiça e igualdade, Diana pode ser considerada feminista, sim. Essa é uma ótima oportunidade pra lembrar sobre os paradigmas que são definidos para super-heroínas. O próprio traje da esmagadora maioria das personagens sugere o quanto o machismo está presente na indústria dos quadrinhos. Muitas histórias batem de frente com esse problema, enquanto outras buscam arranjar justificativas para desenvolver personagens femininos e masculinos de forma tão distinta e injusta. A Mulher Maravilha flutua entre esses extremos durante sua história. O objetivo original, representar as mulheres, foi deturpado de forma descarada pra construir um sex symbol que vendesse mais. Variando entre paz e guerra, feminismo e machismo, como quase todos os personagens da DC representam algo, a Mulher Maravilha representa equilíbrio e estabilidade.
Eu sugiro a leitura de O Espírito da Verdade (2001). Tipo, questione-se: a sociedade realmente aceitaria a liderança de um super-humano? O que é preciso pra liderar ao lado das pessoas? O texto trata isso com o traço realíssimo de Alex Ross (guarde essse nome). Tambem recomendo Hiketeia(2002) que discute a moral de Diana numa vibe mais pra mitologia grega.

Perdão por não ter conseguido escrever, tive umas guinadas na rotina ultimamente, mas saibam que tudo que escrevo aqui sai de mim com sincero entusiasmo. Se tiver algum assunto/universo/qualquer coisa pra me recomendar, alguma crítica ou ponte pra discussão, diz nos comentários (porfavorporfavorporfavooor!).

Tchüss! Até
Xx

Flying on the wings of love...

HQ

Lá estava eu pensando sobre algo "geek" pra publicar aqui. Acontece que ando lendo quadrinhos demais, e nada do tipo se destaca tantos nos meus atuais pensamentos quanto esse charme de casal. Não queria sugerir leituras, ensinar da história dos personagens, nada disso, só desejo de todo pulmão falar sobre Shayera e Katar Hol, AKA Mulher-Gavião e Gavião Negro.

POORÉM, uma mínima aula de história das histórias em quadrinhos não mata.

A história do Gavião Negro começa quando o arqueólogo Carter Hall encontra em uma de suas escavações um surpreendente cinto antigravitacional, mais do que isso, encontra seu destino. Ao tocar o cinto, nosso arqueólogo descobre que faz parte de uma história de amor, vingança e reencarnações. Carter usa o cinto e seu acervo de armas medievais para combater o crime em Midway City. Ele reconhece no museu onde é curador a mulher que amou através de muitas vidas: Shiera Sanders. Os dois se apaixonam novamente, e para lutar contra o mal, nossa heroína assume seu cinto antigravitacional por direito (que a partir daqui vou chamar simplesmente de "asas") e a alcunha de Mulher-Gavião! Mas hoje iremos falar de Katar, não Carter, e de Shayera, não Shiera.

Apesar de ser apaixonado pela história de seu planeta, Katar não é arqueólogo, Shayera não é secretária em um museu, na verdade, ambos nem chegam a ser seres-humanos. Agora estamos falando de honrosos oficiais da polícia thanagariana! 

Katar Hol nasceu em família rica, literalmente no topo do mundo, mas isso não o impediu de enxergar as injustiças cometidas naquela sociedade, que mantinha a utopia dos aristocratas a salvo em gigantescas torres, enquanto os comerciantes e escravos na superfície se espremiam por becos escuros no caminho casa-trabalho. Ele e Shayera são policiais, praticamente os únicos de sua profissão contra a corrupção e crueldade local (na série Mundo Gavião, de 1989, isso é muito bem aprofundado. E tem tipo, 3 edições).

FIINALMENTE, Falando dos personagens:

Shayera é forte e graciosa, uma mulher apaixonada, esperta, que sabe o certo a fazer na hora certa a se fazer. Katar é um guerreiro e um poeta; seu amplo conhecimento, seu senso moral, sua força e atitude, o fazem um personagem gostoso de ver em ação.


Os dois alienígenas estranham a humanidade, sentem falta de seu planeta, mas o sonho de ter filhos, formar uma família e voltar para Thanagar os conforta. Eu acho a minissérie Guerra Sombria do Gavião Negro, de 1985, uma introdução perfeita dessa mitologia.

Espero ter sido útil/informativo/bleeer, se não fui, me cruscifiquem no feedback. Qualquer preferência de assunto, é só pedir nos comentários. 

Beijaço,
Steiner

Orquídea Negra - HQ

HQ
Orquídea Negra

E ai pessoal, tudo bem? Então sobre o post de hoje vou falar da coisa que estava faltando, já falei de filme, mangá, anime e livro (e a Gabbi não gostou muito do livro), só falta uma coisa: HQ's; E a de hoje é uma das ultimas que eu li: Orquídea Negra.

Ano: 1989
Título: Orquídea Negra
Editora: Editora Globo (Brasil), DC Comics (Original americana)
Criadores: Neil Gaiman (roteiro), Dave McKean (Ilustração).
Volumes: 3° edições

Orquídea Negra é uma "heroína" da DC (sabe, Batman, Superman e etc.) que foi criada na década de 50 na "Era de Prata"(Qualquer dia eu explico oque é se vocês quiserem), mas não rendeu o que esperava-se então a Orquídea foi engavetada. Anos depois em 1989 o mestre Neil Gaiman foi responsável por fazer um reboot da personagem, e é sobre esse reboot que eu vou falar hoje.

Nessa HQ seguimos a história de uma... planta. Isso mesmo uma planta, ou um ser hibrido, meio-humano e meio-planta, que acorda em um laboratório cercada de clones ainda em estado de "germinação" e com as memórias de uma mulher chamada Susan Linden.

Susan (se é que é válido chamá-la de Susan) parte em busca da sua origem, de seus criadores, e da sua razão pra existir. Com suas descobertas, uma história bem maior vai se criando e nos fazendo perguntar: caralho, como? E o melhor é que todas essas perguntas são respondidas de uma forma ótima que você entenda cada coisa sem deixar mais duvidas. A história conta com  participações bem legais de alguns personagens como Batman, Lex Luthor, Monstro do Pântano... Orquídea Negra não é igual as HQ's convencionais, ela não é parecida com as da Mulher-Maravilha ou Superman, não tem atos heródicos, etc. É mais um drama, uma trama que você se envolve, é um livro ilustrado, é algo único, que obviamente recomendo. 

Então galera é isso dessa vez, eu estou tendo umas duvidas sobre o feedback de vocês e queria saber, vocês estão gostando do meu trabalho? Se tiver alguma critica comenta aê, e agora pra finalizar valeu por ler até o próximo post.