Filmes para quem quer escrever!

Quem voltou agora meio triste? Meio triste por ter sido um fracasso no vestibular? Pois é! Resolvi virar youtuber pra ver se assim tenho algum futuro... Não é só por isso, sempre tentei começar um canal, será que agora vai?


Nesse vídeo eu falo um pouco sobre inspirações cinematógraficas para quem está querendo começar a escrever ou ter um pouco de base para levar isso como carreira... Tomar iniciativas!
Recomendo os filmes:
  • Authors Anonymous
  • Ruby Sparks, a namorada perfeita
  • Escritores da Liberdade
XOXO, Gabbs

Você sorri para estranhos?


Tenho o costume de pegar muitos transportes públicos por dia, não que eu more longe dos meus destinos, mas é que ás vezes vale a pena fazer baldeações para não ter que andar algumas quadras (pensamento de sedentária), trabalhando com números, são no mínimo três ônibus, e não sei como começou mas desenvolvi o hábito de falar "bom dia", "boa tarde", "boa noite" ao motorista e ao cobrador, mas muitas pessoas passam sem olhar no rosto, e até mesmo quando elas pagam com dinheiro e aguardam seu troco, elas se mostram indiferentes ao fato de que há uma pessoa ali.

A mesma cena do ônibus vejo se repetir com caixa de supermercado, com moço de estacionamento, com porteiro de prédio. Quando foi que as prestações de serviços passaram a ser desempenhadas por robôs? 

Em São Paulo, o perigo é constante e está presente nas pessoas estranhas, mas de certo modo não serei eu mais uma estranha? Pois bem, eu não faria mal à alguém, e não mereço gentilezas e simpatias pelo fato das pessoas não me conhecerem. Continuando assim, como conheceremos alguém? Ontem conheci no ônibus uma moça muito gente boa, Celina, ela estava indo para o seu curso de inglês enquanto eu ia para o cursinho, começamos a bater aquele papo-de-busão pois minha bolsa estava aberta e meus livros caíram, na capa deles tinha o nome do cursinho, ela conhecia, e assim ela considerou que eu não era mais tão estranha, afinal, eu tinha aulas em um lugar onde seu primo tinha aulas também, agora ela podia falar comigo e assim fluiu até o ônibus chegar ao seu ponto final. Aonde quero chegar? Quero chegar ao questionamento: temos que achar um ponto de não-estranheza para interagir?

Questionei algumas pessoas sobre sorrir para estranhos, pois considero o sorrir o ato mais simples e ao mesmo tempo gentil que pode ser feito, e por estranhos me refiro a toda essa esfera de pessoas com as quais esbarramos nas ruas todos os dias. As respostas não foram fora do esperado: maior parte apenas sorria, caso alguém sorrisse primeiro. Talvez o próprio sorriso seja um ponto de não-estranheza, do gênero "Estou bem, você está bem? Vamos sorrir um para o outro", mas sendo assim como começaria o ciclo do sorriso?

Amanhã, um dia tão simples como qualquer outro, peço-te para criar um ponto de não-estranheza: sorria para alguém. 

XOXO, Gabbs