"Aforismos" meu livro no Wattpad

Olá amores!

Comecei com um blog em 2012 com um objetivo muito direto: escrever e ser acompanhada, sempre me senti mais motivada com feedback, e a minha prima tem um blog de fanfics de One Direction que tinham centenas de comentários por novo capítulo...

Entretanto, por causa do perfeccionismo (minha maldição), acabei nunca levando uma história até o final apesar de ter boas ideias (hoje eu releio umas coisas que eu escrevi há três, quatros anos e fico chateada por não continuado, principalmente porque agora eu não me lembro qual seria o desenrolar).

Ainda nem começaram as aulas na faculdade mas fiz um amigos muito amorzinhos que, assim como eu, amam escrever e até começamos um grupinho no whats só entre a gente chamado "Aprendizes de J.K." para compartilhar nossas histórias e não desanimar no meio do caminho...

Sendo assim comecei a postar minha história ''Aforismos'' no Wattpad e gostaria muito se pudessem ler e dar um feedback construtivo, quem tiver obras na rede social pode me seguir que eu vejo e leio para retribuir o carinho ♥

Minha história é um romance romântico, chamada Aforismos, baseada nas estações do ano, conta a história de uma menina que encontrou um caderno cheio de segredos e utiliza-o para se aproximar de seus colegas e fazer amigos, mas aos poucos vai se apaixonando por quem o escreveu e começa uma busca por esse alguém.

Vai ter ship LGBT, vai ter treta (demais), e espero que vocês se apaixonem pelos personagens ♥ 





XOXO, Gabbi

O medo está em você.


Eu vou mostrar para vocês que apesar de todos os medos que temos, eles se infiltram dentro de nós e não há quem os tire.

O barulho que ouve durante a noite, a porta rangendo, passos... Claro! Clichês de filme de terror, sim. Eu estou aqui para mostrar que tudo isso não existe e que a maior parte disso só existe na nossa cabeça pelo medo que foi criado para você.

Sabe aquela sombra que fica atrás de você, depois olha e não tem absolutamente nada? Ou talvez seu nome que foi pronunciado sendo sussurrado por alguém, mas não foi nada... Nunca ande desconfiado. Não deixe que o medo tome conta dos seus pensamentos.

Se o escuro te assusta, não o deixe vencer. Se você não vê nada enquanto está escuro, por que isso diminuiria a luz enquanto é dia? Por que é capaz de pensar em medos na luz do dia e no escuro não?

O medo é não é ciência, não é isolamento e não é possível identificar quando irá acabar. O medo só acaba quando não existir mais... O que seria capaz de fazer se não tivesse medo? Arriscaria sua vida para não possuir mais?

EM BREVE: O medo está em você.
Escrito por mim, Luana Lima.

Ansiedade - O mal do século!


Olá pessoas, tudo bem com vocês? Então, essa é a minha primeira postagem depois da reforma do blog, e eu estou trazendo um tema bem diferente do que de costume, pelo menos para os meus temas, um assunto sério, e delicado. No final do ano passado, lá para o começo de novembro eu fui diagnosticado com “Ansiedade Patológica” e desde então eu tenho ido ao psicólogo toda a semana e tomando remédio todo dia, mas nesse post eu não vim falar sobre mim, mas sobre algo que tem acontecido recentemente com muitas pessoas que eu conheço e que eu particularmente acho preocupante.


Devido à falta de informação chegar ao grande público desde sempre depressão e ansiedade vem sido tratadas como doenças bobas, e muito pior, as vezes só preguiça e estresse, respectivamente, mas quem conhece profundamente ou já teve ou tem, sabe que o que acontece não é somente preguiça e/ou estresse. Mas graças à internet, a informação conseguiu se difundir e tirar esse pensamento de muitas pessoas, mas ele não acabou. Mas como eu não tenho depressão eu vou falar sobre a ansiedade aqui.

Então, a ansiedade é um sentimento de proteção do nosso corpo que nos deixa preparados, no caso nervosos, para eventos importantes que estão prestes a acontecer, entretanto essa ansiedade deve ser algo normal, que acontece somente antes de eventos importantes, porém esse sentimento para quem sofre da ansiedade “doença” é constante, a todo momento você se preocupa com tudo o que vai acontecer, com o que as pessoas vão pensar, com o que você vai falar dependendo do que elas forem fazer, e isso acaba nos deixando paranoico. Os sintomas da ansiedade são: Medos Irracionais, que são criados e tecnicamente não tem motivos; Autoconsciência, ou seja, você se sente tão inconivente ao realizar algumas tarefas que simplesmente desiste delas; Memorias Ruins, só consegue lembrar de coisas ruins que aconteceram, e alto nível de Preocupação e Perfeccionismo, onde tudo está sempre errado, ou você fica “louco” por que não está bom, além dos físicos, como: insônia, roer unhas, dores e tensões musculares.


Mas o que eu venho fazer aqui não é explicar o que é ansiedade, mas explicar a importância do tratamento. Eu vejo muitas pessoas ignorando a ansiedade, como já dito, confundindo com o simples estresse, ou muito pior, sabem que têm, mas evitam psicólogos porque não acreditam em psicólogos, e é exatamente o que me preocupa e o que vim falar para vocês. Bem, quem me conhece sabe o quanto eu estava mal antes do tratamento, chorando, me estressando sem motivo, roendo unhas até sangrarem, e eu só fui melhorar realmente depois de começar a me tratar. Entendam, um tratamento demora, é devagar, o médico tem que entender o que se passa pela sua cabeça antes de te ajudar, tem que ter paciência, eu sei que é difícil ter paciência para ansiosos, eu mesmo não tenho, mas tive que ter autocontrole para melhorar, então, se você tem ansiedade, ou conhece alguém que tem, não ignore, não ache que é a adolescência, ou só estresse, não tente ajudar seus amigos com dicas como: “relaxa cara”, “se acalma”, “não precisa se preocupar”, isso nunca é algo 100% consciente, tanto a ansiedade como a depressão são problemas físicos reais, são doenças, então faça um favor a si mesmo e a algum amigo que tenha, PROCURE AJUDA. A ansiedade não é ruim somente para você, mas para os que estão ao seu redor, então além de você ficar mal, seus relacionamentos ficam ruins, sim, é difícil, mas é preciso querer mudar, é preciso correr atrás de tratamento, se você procura tratamento para uma gripe, por que não procura para ansiedade?


Faça isso por si e pelos outros, eu sei como é ter, e eu sofri e ainda sofro por causa disso, mas busquei mudar, e eu não te conheço e não sei se você tem, mas se tiver, eu realmente quero muito que você se cuide e melhore!

Nathan Oliveira
E até o próximo post!

O Homem Normal


Era um homem normal, tinha seus amigos da época do colégio, possuía o cuidado de permanecer solteiro e morava sozinho. Nunca teve grandes pretensões no amor, o que era justificável quando seu passado entrava em cena. 

Sua primeira namorada se chamava Mônica e era dois anos mais velha que ele, tinha problemas sérios de autoestima e isso refletia em uma extrema cobrança dentro do relacionamento. Aos trancos e barrancos o homem normal se segurava em juras de amor baseadas na cultura pop e nos textos que lia em uma rede social qualquer. Dois meses depois do inicio romântico no parque da cidade, o fim parecia iminente! O tolo apaixonado se sentia incompetente por não dar mais do que ele podia, sofria ao ver que nunca era o bastante. Mônica pareceu se inspirar em sua xará dos quadrinhos e deu várias coelhadas em seu “Cebolinha”, arranjou outro alguém. 

A segunda namorada se chamava Angélica, mas era o Diabo em pessoa!  O relacionamento não durou nem duas semanas, mas fez o homem normal questionar tudo ao seu redor.

Depois de um longo período se recuperando psicologicamente, conheceu Anne. Era uma menina totalmente diferente das anteriores, nunca projetou suas fraquezas ou quis transformar nosso amigo em um objeto de manutenção de seu ego. O homem normal se apaixonou por uma mulher normal, que graça! 

Ficaram quase dois anos juntos, fizeram planos, quiseram filhos e trocaram alianças. Tudo parecia perfeito, o peito do autointitulado "homem mais feliz do mundo" era aquecido pelas provas de amor do dia a dia e ela era de fato a mulher com quem ele queria viver o resto de sua vida. 

Em um dia quente de dezembro ele recebeu uma mensagem em seu celular, era Anne dizendo que eles precisavam conversar. Se encontraram em um café no centro da cidade, Anne não permitiu que ele dissesse nada e logo lançou uma única frase capaz de desfazer todos os planos, abortar todos os filhos e romper todos os laços. “Não consigo sentir mais nada por você”. 

No fim das contas eu pergunto a vocês, qual a diferença entre Mônica, Angélica e Anne? 

Um amor se mede pelo fim.

Até a próxima,
Babi Mariano

Ironia do destino


Dizem por aí que temos o destino que merecemos de acordo com o que conquistamos. 

Destino não é nada mais que a combinação de circunstâncias ou de acontecimentos que interfira de um modo inevitável. Não é por acaso que tudo acontece, sempre existe um motivo.

Conheço uma história que explica que nem tudo somos nós que fazemos, tem sempre algo a mais indo ao seu favor.

Era uma tarde qualquer, havia apenas um homem e uma mulher no ponto de ônibus naquela tarde. Ela estava esperando sua tia que voltaria de viagem descer naquele ponto de ônibus e ele esperava um ônibus para voltar para casa do tio em outro bairro. Se entreolharam, ele segurava uma maleta em suas mãos e ela observava apenas a maleta. Ele se aproximou puxando conversa, tentando ter alguma chance com ela. Ela se afastou dizendo que ele poderia ser um carinha desses que faria esse joguinho para depois pegar uma arma na maleta. Ele riu abrindo a maleta mostrando que havia apenas aventais e conforme a situação, ela abaixava a cabeça envergonhada pelo que tinha dito.

E aí você se pergunta: E o ônibus que a tia dela ia descer? E o ônibus que ele ia pegar? Adivinha! O ônibus não passou naquele dia. Será que dá pra acreditar em destino? Algo que vai acontecer não importa o que façam ou quanto tempo demore. O que tem que acontecer, simplesmente acontece!

Hoje eles são casados há 25 anos e não foi só por uma atitude, o destino ainda deu um empurrãozinho. Se o ônibus tivesse passado ou a tia descido naquele ponto, a história seria totalmente diferente e eu não estaria escrevendo isso agora. Acredite na sua história de amor traçada pelo destino!

Luana Lima

Vamos falar sobre Autoestima!

14 de janeiro de 2017


O questionamento faz parte do DNA dos seres humanos, tornando-se essencial para que possamos seguir em frente todos os dias, foi ele quem trouxe a evolução ao longo das gerações e fez muita gente por aí colocar a cabeça pra pensar, avaliando diversas situações e contribuindo para o processo de amadurecimento de cada um.  

Mas em que momento esse tão maravilhoso hábito passa dos limites e traz consigo pensamentos autodepreciativos? Como lidar com esse tipo de situação quando ela se torna prejudicial às movimentações cotidianas? Quando deixar esses sentimentos aflorarem e quando não dar ênfase a eles?  


Bem, antes de você (leitor) e eu (escritora) prosseguirmos nessa linha de raciocínio é preciso que levemos em conta três fatores primordiais: o contexto, o motivo e a personalidade de cada um, já que somos pessoas diferentes com visões de mundo distintas. 

Feito isso, podemos prosseguir. 

É preciso sair da situação por alguns instantes e analisá-la. 
Se você está se sentindo inseguro por qualquer motivo que seja, o primeiro passo será analisar a situação de maneira imparcial (por mais difícil que pareça) e verificar se ela tem um fundamento real ou se é um pensamento que está tentando consumir sua segurança. 

Liste mentalmente (ou em uma folha de papel) as situações que lhe deixam inseguro, em seguida faça uma retrospectiva de todos os acontecimentos e analise se eles se encaixam como argumentos para uma possível insegurança, com isso ficará muito mais fácil enxergar aquilo que precisa mesmo de atenção e de uma resolução. 

Paciência é a palavra-chave! 
Quem nunca se sentiu na pior, sem um vestígio sequer de autoconfiança e totalmente à deriva em um mar de insegurança, que atire a primeira pedra! É fundamental que você entenda que não há nada de errado em estar fragilizado, não há necessidade de exalar força 24h por dia! 

Procure respeitar e ter paciência com os seus sentimentos, mesmo que você não os entenda, pois só assim você aprenderá a lidar com seus problemas e buscar maneiras eficientes para solucioná-los.  

Não existem verdades absolutas. 
Na vida é preciso entender a imprecisão, não existem caminhos construídos só com acertos e momentos felizes, a dor faz parte do processo! Não baseie sua vida em comparações, cada história é única e não existe um jeito certo de conduzir as situações. 

Ao invés disso, busque o aperfeiçoamento de seu corpo, sua mente e principalmente de sua alma, pois são esses três "caras" que irão te acompanhar até o fim. 

O copo meio cheio, o copo meio vazio. 
Reclamar é o ato de fazer constatações óbvias e desagradáveis que não suavizam as situações e nem muito menos trazem a soluçāo dos problemas, ou seja, é fácil. 

O otimismo é o real aliado na batalha contra a baixa autoestima, procure se policiar nas críticas e reclamações, exercite a percepção positiva mesmo em situações que julga serem impossíveis. 

O ponto fundamental. 
Não sinta vergonha de estar passando por uma fase difícil, isso é perfeitamente normal. Pessoas têm sentimentos e necessidades, não existem casos "mais importantes", se você sente é importante! 

Procure estar cercado de aceitação e amor, corra de pessoas que fazem você se sentir um alienígena por ter suas particularidades ou projetam frustrações em você.   


Com um pouco de coragem e resiliência eu tenho certeza de que toda essa fase negativa e difícil se tornará mais uma história de superação e, mesmo que ela deixe marcas em você, elas serão motivo de orgulho e lembretes do processo de sua construção e evolução como ser humano.  


Até a próxima,  
Babi Mariano



Mais um texto sobre o amor?

8 de janeiro de 2017

Falar sobre o amor é quase tão clichê quanto senti-lo, principalmente se levarmos em consideração toda uma cultura pop (filmes, livros, séries, programas de TV, revistas, etc) que tenta moldá-lo dentro de requisitos necessários para que haja sucesso na "empreitada" que é um relacionamento no século XXI. 

Mas em que momento esse belo sentimento passou a ser visto como uma oportunidade de obtenção de status e/ou como uma simples ferramenta de manutenção do ego? Será culpa das redes sociais que nos condicionam a um padrão de comportamento no qual a exposição de nossa imagem vale mais do que nossos valores? Ou então simplesmente nos acostumamos a "sensacionalizar" sentimentos? Será que a linha tênue entre aquilo que preenche nossos corações e aquilo que estimula nosso cérebro, e de certa forma nos vicia em sensações, foi rompida?  

Meus caros leitores, não dá pra saber. Talvez a junção de todas essas vertentes da verdade formem um culpado, talvez esse culpado nunca apareça, mas esse não é o ponto mais importante visto que enquanto possuímos a coragem necessária para combater todos esses estereótipos, toda essa cultura do exibicionismo e do desinteresse, ainda há esperança para os românticos incorrigíveis como eu! 

Há quem diga que o amor surge da falta de esperança, outros dizem que surge da autoconfiança e existem também aqueles que simplesmente não acreditam que ele seja real! Eu vejo o amor como consequência daquilo que temos dentro de nós, da maneira como lidamos com a vida e desenvolvemos a capacidade de ter empatia pelos outros! 

Nem sempre é fácil se ver na situação do outro, por isso acabamos cegos e egoístas acreditando que tudo que está além do nosso campo de visão não tem a menor importância, que nenhum problema tem maior relevância do que aquele que estamos passando e tudo aquilo que faz parte da vida de quem está ao nosso lado é mera futilidade! Criamos uma bolha em torno de nós mesmos e acaba se tornando quase impossível enxergar que existe vida do lado de fora, nos sentimos infelizes por não conseguirmos encontrar alguém pra dividir os dias bons e ruins e no final a culpa sempre acaba sendo jogada em cima das expectativas que temos nos outros. 


Nesse mundo onde tudo é "fast", "smart" e descartável acabamos esquecendo que o amor é algo que se constrói aos poucos, essa necessidade de "encontrar alguém" que preencha todos os nossos vazios existenciais e nos dê vontade acordar todos os dias formou uma geração que menospreza o autoconhecimento  e o amor próprio, a fé na vida, no dia de amanhã e principalmente em si mesmo! 

O que precisamos enxergar é que a beleza do sentimento, seja ele como for, é sensação de compatibilidade e companheirismo e não de compensação! O amor não traz aquilo que deve partir de dentro pra fora, ele só te permite enxergar as coisas pela visão do outro (a tal da empatia, que poucos conhecem) portanto não adianta pensar que a "pessoa certa" é aquela que te completa por te deixar na zona de conforto! A "pessoa certa" é aquela que te tira da tua zona de conforto, te proporciona um novo horizonte e se permite sentir tudo isso também, sem nenhuma obrigação, por livre e espontânea vontade! 

Por isso eu digo a vocês, não desistam de amar, pois como já disse nosso querido Drummond: 

"Além do amor, não há nada, 
amar é o sumo da vida." 

Até a próxima, 
Babi Mariano 


Você sorri para estranhos?


Tenho o costume de pegar muitos transportes públicos por dia, não que eu more longe dos meus destinos, mas é que ás vezes vale a pena fazer baldeações para não ter que andar algumas quadras (pensamento de sedentária), trabalhando com números, são no mínimo três ônibus, e não sei como começou mas desenvolvi o hábito de falar "bom dia", "boa tarde", "boa noite" ao motorista e ao cobrador, mas muitas pessoas passam sem olhar no rosto, e até mesmo quando elas pagam com dinheiro e aguardam seu troco, elas se mostram indiferentes ao fato de que há uma pessoa ali.

A mesma cena do ônibus vejo se repetir com caixa de supermercado, com moço de estacionamento, com porteiro de prédio. Quando foi que as prestações de serviços passaram a ser desempenhadas por robôs? 

Em São Paulo, o perigo é constante e está presente nas pessoas estranhas, mas de certo modo não serei eu mais uma estranha? Pois bem, eu não faria mal à alguém, e não mereço gentilezas e simpatias pelo fato das pessoas não me conhecerem. Continuando assim, como conheceremos alguém? Ontem conheci no ônibus uma moça muito gente boa, Celina, ela estava indo para o seu curso de inglês enquanto eu ia para o cursinho, começamos a bater aquele papo-de-busão pois minha bolsa estava aberta e meus livros caíram, na capa deles tinha o nome do cursinho, ela conhecia, e assim ela considerou que eu não era mais tão estranha, afinal, eu tinha aulas em um lugar onde seu primo tinha aulas também, agora ela podia falar comigo e assim fluiu até o ônibus chegar ao seu ponto final. Aonde quero chegar? Quero chegar ao questionamento: temos que achar um ponto de não-estranheza para interagir?

Questionei algumas pessoas sobre sorrir para estranhos, pois considero o sorrir o ato mais simples e ao mesmo tempo gentil que pode ser feito, e por estranhos me refiro a toda essa esfera de pessoas com as quais esbarramos nas ruas todos os dias. As respostas não foram fora do esperado: maior parte apenas sorria, caso alguém sorrisse primeiro. Talvez o próprio sorriso seja um ponto de não-estranheza, do gênero "Estou bem, você está bem? Vamos sorrir um para o outro", mas sendo assim como começaria o ciclo do sorriso?

Amanhã, um dia tão simples como qualquer outro, peço-te para criar um ponto de não-estranheza: sorria para alguém. 

XOXO, Gabbs

[Poesia] Starbucks

(Sim, estou brincando de fazer poesia)
Durante a ultima semana participei de um projeto chamado Fabriqueta de Historia que culminou na publicação de um livro que levou o nome de Cidades entre Sonhos, feito completamente em uma semana, sete dias em que escrevemos poesias, fizemos uma oficina de ilustração e observamos nossa obra sendo impressa e finalmente em nossas mãos. Agora não consigo mais parar de escrever poesias...

Moça, quanto tem nesse cartão?
Dois e cinquenta
Dois e cinquenta que não pagam o corpo descartável
Sento à mesa, fora do campo de visão da moça
Só desejo ficar a imaginar o copo de café
O copo que os dois e cinquenta não pagam

XOXO, Gabbs

Aquele tempo


Sinto saudades daquele tempo em que meu maior problema era evitar os riscos do asfalto, afinal, eles pegavam fogo.

Eu sonhava, e não era impedida, parecia que imaginavam junto comigo aquele mundo belo, aquela realidade fictícia... Por que agora não devo mais imaginar a felicidade? Por quê?

Aguardo um pronunciamento oficial daqueles que já apertaram minha bolinha da esperança, querendo esmaga-la, esperei pacientemente ao longo dos últimos três anos e agora transformo essa paciência em um ultimato. 

Deveria ser tão adulto quanto se diz e assumir seus atos. Do que está sendo acusado? De deixar de sonhar, e querer conjurar a mesma praga naqueles que ainda vivem alegremente no mundo da magia. 

E para se redimir, deixe-me voltar à aquele tempo

Meu melhor amigo não vai mais voltar...


Há dois anos, eu parei de postar coisas pessoais da minha vida, agora sinto a necessidade de escrever, lamento ter que começar essa história de uma forma pesada:

Em março do ano passado, meu melhor amigo faleceu.

Ninguém espera que um menino saudável de quinze anos venha a ter problemas cardíacos, ninguém espera perder um amigo porquê ele morreu, geralmente é por causa de uma briguinha, coisa que aconteceu dois dias antes de tudo acontecer.

Eu nem sei se ainda existem essas postagens no blog, mas eu costumava falar muito sobre meus amigos, principalmente uma, acontece que entre eu e ela houve uma coisa muito forte durante cerca de dois anos, e depois... quebrou. E então tínhamos uma relação passiva, nunca falei sobre isso, mas acho que isso era para não termos que separar os amigos.

Ele era um dos amigos em comum, e todo dia ele dava um jeitinho, uma tentativa, de fazer nós duas nos falarmos, mas nosso orgulho era muito maior. Ele costumava falar que estávamos faltando uma na outra, e que sem isso parecia que o mundo tava mais triste. Nós três eramos próximos. Na quinta-feira eu e ele discutimos por causa dela. 

Na sexta, fizemos as pazes, e foi a última vez que eu falei com ele.

Esse meu amigo, tinha problemas familiares muito sérios, muito mesmo, e acho que nós eramos seu porto seguro, ele contava as coisas pra gente, seus pais eram muito religiosos. Isso não é exatamente um problema, não tenho problema com a fé das pessoas, mas ele era gay. 

Ele nunca chegou a assumir, por causa da família.

No domingo, eu sai com outros amigos meus, e eu não chamei ele, de noite a mãe dele ligou para o meu celular desesperada, ele havia desaparecido. Ele havia sido pra dar uma caminhada, acreditam? Voltou no dia seguinte. 

Na terça-feira eu esperava ver ele na escola, e poder conversar com ele sobre toda essa loucura. Mas ele havia entrado em coma, problemas no coração. Eu não fui visitar ele, a mãe dele ligava diariamente para dar notícias, ele estava melhorando... até que parou de melhorar. 

No sábado ele faleceu.

Acontece que a gente compartilhava tanto, que tudo fazia eu me lembrar, ir para a sala de aula e sentar no mesmo lugar de sempre e imaginar que ele deveria estar na carteira atrás de mim, imaginar que não tínhamos terminado o trabalho em dupla, ver tanta gente hipócrita falando dele, gente que ele odiava e que faziam ele se sentir triste. 

Eu parei de ouvir músicas, até hoje, nunca terminei de ler o livro que estava lendo na época (nós tínhamos marcado citações pelo livro todo), não falo mais com aquela amiga, não visto mais a minha camiseta que ele adorava, e por esses e outros fatos é difícil admitir que eu segui em frente.

Durante semanas, quase meses, eu chorava na aula, chorava em casa, eu sentia a dor de dentro pra fora, arrancando tudo, eu não conseguia esconder, era só alguém falar o nome dele que eu desmoronava.

Uma coisa que eu percebi, é que para sair da ''bad'', tem que aceitar o que aconteceu, que não mais voltar,
tem que aceitar que o mundo não foi injusto, e sim que foi caridoso em deixar você conviver com aquela pessoa,
tem que acreditar que não foi sua culpa,
tem que ter noção de que ninguém nunca vai substituir, então não tente procurar seu amigo em outras pessoas,
e acreditem, eu passei por isso, se você ver ele na rua, não é ele,
mas o mais importante é conseguir sorrir com as lembranças, ao invés de chorar.

XOXO, Gabbi
Sorrindo ao lembrar de cada momento. 

Meu ano novo nunca é uma festa






Olá, pessoas!

Ás vezes eu paro para pensar em como eu iria gostar mais de blogar se fosse algo anônimo, mas creio que agora é tarde demais para me esconder. Eu particularmente só acho isso porquê sempre achei interessante aqueles blogs estilo diário, mas morro de vergonha de compartilhar as coisas que eu penso e coisas que eu passei, é que nunca se sabe quando alguém conhecido vai ler isso e rir da minha cara;

Duas horas, para a virada de ano.
Uma hora, para o pudim ficar pronto.
Nove horas, o tempo que eu passei jogando Don't Starve Together com os meus amigos hoje. 

Minha família é muito reservada, eles são muito na deles, e por isso passamos todo ano novo em casa, nós três (meu pai, minha mãe e eu) esperando a contagem regressiva na Globo e depois ficando na varanda para ver os fogos de artifício, o que me faz passar o dia, a tarde e a noite no computador.

Eu fico meio chateada por isso, eu gostaria de sair, assistir a virada na Paulista ou ir para a casa de algum amigo (o que não faltaram foram convites), mas sempre existe aquela recusa básica, com as piores desculpas de todas.

"Ano novo é pra ficar com a família"
"Não nos sentiríamos à vontade"

No natal foi a mesma coisa, e nem existe clima de festa, sabe? Três pessoas não fazem uma festa, ou fariam, caso duas delas não estivessem assistindo a novela. 

Para 2016? Eu nem sei o que eu quero. Para ser sincera, não vejo a hora do ano que vem acabar. 
É que para mim, será o ano do cursinho, dos vestibulares, das despedidas, das incertezas... Não tenho boas expectativas, nada que me anime. 

Em janeiro, irei passar 18 dias na Bahia (sem uma boa conexão de internet, e sem pessoas da minha idade).
Em fevereiro, eu queria aproveitar o que me resta das férias (até o dia 15)
Em março, começo o cursinho
[...]
Em out/nov, começa a tortura psicológica das faculdades. 

Mas sabe de uma coisa? 
Eu quero manter o meu relacionamento, 
eu quero manter os meus amigos, 
quero manter minha sanidade, 
quero manter minha frequência de acesso ao Netflix, 
quero continuar com boas notas, 
quero decidir que carreira seguir, 
quero passar na USP (e em mais umas quatro faculdades de quebra),
quero continuar com o blog,
quero me sentir alegre.

XOXO, Gabbi Sandi
Em busca de uma festa de fim de ano que envolva mais de três pessoas